
Vinte e sete anos e muitas coisas já não são como eram antes, por um lado isso é ótimo e por outro, nem tanto assim. Nesse momento de finalização de um ciclo e início doutro, o anacronismo não há como escapar, sempre será utilizado para a comparação dos tempos de outrora.
Percebo que o início das mudanças é quando você se dá conta que os números de amigos vão se afunilando nos últimos anos, isso se dá por conta do processo de crescimento de cada um, seja na vida pessoal, profissional ou intelectual, enfim faz parte do processo do ser humano se desprender com o tempo.
Outro fator irremediável é conseguir harmonizar os horários da rotina por diversas razões: trabalho, faculdade, cursos, namorado, etc. Diante desse itinerário habitual, busco realizar algumas perguntas a respeito da forma que vivo, ou melhor, sobrevivo. Tornam-se cada vez mais constantes a insatisfação por completo e o choro é inevitável por não ter o devido tempo para o descanso e o lazer mais que merecido.
Contudo, a vida é assim mesmo, ela percorre seu tempo naturalmente fazendo com que os ciclos se encerrem e imediatamente inicie outro não dando tempo sequer de você respirar e refletir sobre o ontem, pois o novo age abruptamente.
O fato é que neste novo ciclo, tentarei não obstinar o passado e sim, potencializar novas perspectivas sem se preocupar com erros que poderei pecar, até porque estão neles os melhores aprendizados. É tempo de realizar novas conquistas, sentir novos sabores e nutrir os dias com sabedoria, alegria, equilíbrio do corpo e da mente e sustentar somente aquilo que posso, mas jamais deixando de ser, é claro o sou essencialmente.